domingo, 2 de setembro de 2012
Frases 01
"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre..."
Vinícius de Moraes
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Um só
Eu não sei como aconteceu, foi de repente, eu me envolvi com
ela e a química foi perfeita. Era algo sobrenatural, ficava anestesiado. Ficamos
um tempo juntos neste êxtase e a cada vez que nos encontrávamos, ficava com o seu
cheiro. A cada noite, a cada abraço, ficava com o seu cheiro. Como começou, repentinamente
acabou. Ela desapareceu, sem se despedir ou explicar. Mas nunca consegui
esquecê-la. Principalmente por uma coisa que me marcou... seu cheiro. Até
quando a tenho em imagens na cabeça, volta a lembrança do cheiro. O inverso
também acontece, às vezes sinto um cheiro semelhante e ela surge em minha mente
novamente. Seu cheiro. Todo momento ele vem como brisa. Mas certo dia, veio em
mim uma sensação de iluminação, não sei ao certo, mas percebi que o seu cheiro
era na verdade o meu.
sábado, 1 de outubro de 2011
Sylvia Robinson
Matéria publicada sábado, 01 de Outubro de 2011 no caderno C2+Música do jornal O Estado de São Paulo.
Morre a "mãe" do Hip Hop nos EUA
A cantora, compositora e produtora Sylvia Robinson morreu aos 75 anos, ontem pela manhã. Robinson era considerada a mãe do Hip Hop nos EUA por ter lançado comercialmente o primeiro grupo do gênero, em New York. Em 1979, ela e o marido, Joe Robinson, fundaram o selo Sugar Hill Records, e incentivaram três rappers, que improvisavam letras no Harlem, a gravar uma música. Ele eram o Sugar Hill Gang, e o hit Rapper's Delight ficou em 4 lugar nas paradas R&B. Já em 1982, outra banda do selo, o Grandmasterflash And The Furious Five, lançou The Message, primeiro Rap em que a letra falava sobre a vida no gueto.
Morre a "mãe" do Hip Hop nos EUA
A cantora, compositora e produtora Sylvia Robinson morreu aos 75 anos, ontem pela manhã. Robinson era considerada a mãe do Hip Hop nos EUA por ter lançado comercialmente o primeiro grupo do gênero, em New York. Em 1979, ela e o marido, Joe Robinson, fundaram o selo Sugar Hill Records, e incentivaram três rappers, que improvisavam letras no Harlem, a gravar uma música. Ele eram o Sugar Hill Gang, e o hit Rapper's Delight ficou em 4 lugar nas paradas R&B. Já em 1982, outra banda do selo, o Grandmasterflash And The Furious Five, lançou The Message, primeiro Rap em que a letra falava sobre a vida no gueto.
domingo, 11 de setembro de 2011
Eu, dinheiro
Eu passo de mão em mão sem distinção, até com certa promiscuidade e sou cobiçado por todos. Alguns tentam fazer cópias, mas não ficam iguais. Fui criado por humanos, mas quem cuida deles sou eu. Decido quem vai viver ou não, de que modo e muitos dizem que eu trago felicidade. Eu mesmo não sei se sou feliz. Dependo dessa atração dos humanos, porque caso eles se desinteressem por mim, deixo de existir. Tenho alguns truques que os fazem dependentes. Amor bandido. Não agrado a todos, tem uns que conhecem meus artifícios e interesses. Mas estes são facilmente manipulados quando me afasto. Não gostam de mim, mas gostam menos ainda da minha falta.
Queria gostar dos humanos como eles gostam de mim. Depositam valor, me fazem sentir vivo, justificam minha existência mesmo em detrimento de suas próprias vidas. Por isso sinto a necessidade de conduzir a vida deles, em gratidão à sua devoção. Mas eu queria na verdade que nossa relação fosse gratuita.
domingo, 4 de setembro de 2011
Entre Rios
ENTRE RIOS from Caio Ferraz on Vimeo.
Este video chegou ao meu conhecimento através da Arquiteta Gabriela Ortega, Obrigado Gabi.
Através deste blog ajudo a espalhar o conteúdo. Veja abaixo Resumo retirado do próprio vídeo.
(Texto retirado do site: http://vimeo.com/14770270) Entre Rios conta de modo rápido a história de São Paulo e como essa está totalmente ligada com seus rios. Muitas vezes no dia-a-dia frenético de quem vive São Paulo eles passam desapercebidos e só se mostram quando chove e a cidade pára. Mas não sinta vergonha se você não sabe onde encontram esses rios! Não é sua culpa! Alguns foram escondidos de nossa vista e outros vemos só de passagem, mas quando o transito pára nas marginais podemos apreciar seu fedor. É triste mas a cidade está viva e ainda pode mudar!
O video foi realizado em 2009 como trabalho de conclusão de Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini no curso em Bacharelado em Audiovisual no SENAC-SP, mas contou com a colaboração de várias pessoas que temos muito a agradecer.
Direção:
Caio Silva Ferraz
Produção:
Joana Scarpelini
Edição:
Luana de Abreu
Animações:
Lucas Barreto
Peter Pires Kogl
Heitor Missias
Luis Augusto Corrêa
Gabriel Manussakis
Heloísa Kato
Luana Abreu
Camera:
Paulo Plá
Robert Nakabayashi
Tomas Viana
Gabriel Correia
Danilo Mantovani
Marcos Bruvic
Trilha Sonora:
Aécio de Souza
Mauricio de Oliveira
Luiz Romero Lacerda
Locução:
Caio Silva Ferraz
Edição de Som:
Aécio de Souza
Orientadores:
Nanci Barbosa
Flavio Brito
Orientador de Pesquisa:
Helena Werneck
Entrevistados:
Alexandre Delijaicov
Antônio Cláudio Moreira Lima e Moreira
Nestor Goulart Reis Filho
Odette Seabra
Marco Antonio Sávio
Mario Thadeu Leme de Barros
José Soares da Silva
quarta-feira, 30 de março de 2011
bebê
29,7X21cm. Técnica mista sobre papel cartão.
Engravidar é um ato egoísta
Colocarei aqui um texto que li na revista Superinteressante (http://super.abril.com.br/ciencia/engravidar-ato-egoista-443342.shtml - Setembro de 2002) que me fez refletir bastante sobre a questão de ter um filho. É um período em que amigos e pessoas próximas estão vivenciando a criação de um ser humano. Tenho vontade de ter o meu, mas também reflito muito sobre as questões colocadas no texto a seguir:
Karen Gimenez*
É provável que minhas palavras incomodem as leitoras da Super que estão folheando a revista ao lado de seus rechonchudos bebês. Ou mesmo desperte a sanha dos cristãos mais fervorosos que lembrarão a célebre frase bíblica “crescei e multiplicai-vos”. Acontece que, quando tal frase foi dita, a humanidade vivia num mundo completamente diferente. Ainda não havia recenseamento populacional preciso e a Terra parecia pronta para receber todos que aqui chegassem. Hoje, isso não é mais verdade. Dados internacionais mostram que há mais de seis bilhões de seres humanos sobre o planeta. O pior é que, em 2050, esse número deve saltar para nove bilhões. Ou seja: em pouco menos de 50 anos, adicionaremos no planeta a metade da população que temos hoje – e não custa nada lembrar que levamos cerca de 100 000 anos para atingir esse número.
Há vários motivos para essa explosão demográfica. Desde a desinformação entre os mais pobres até a irresponsabilidade de famílias de classe média. Independentemente do motivo, o fato é que a população cresce em progressão geométrica, aumentando os problemas sociais e gerando mais violência. Países como a China tentam aplicar o controle de natalidade. Mas o problema é mundial e precisa ser encarado de frente por todos. Não dá mais para se esconder atrás de dogmas morais ou religiosos, enaltecendo o dom da maternidade e o milagre de gerar uma nova vida.
Por motivos que estão mais ligados ao lucro do que a preocupações humanitárias, a ciência colabora com essa explosão populacional desenvolvendo, a cada dia, métodos de fertilização artificial. Mas por que, em vez de gerar cada vez mais crianças, não damos condições decentes às que estão abandonadas ou que são obrigadas a trabalhar em fornos de carvão? Em vez de promover métodos de fertilização artificial, por que não se promovem eficientes campanhas de adoção?
Países como o Brasil precisam abandonar posturas hipócritas que dificultam a adoção internacional. As nações ricas, que têm taxas de crescimento negativo, precisam de crianças. Já o Brasil, a Índia e a China têm milhares de crianças desamparadas. Por que, então, não facilitamos o caminho para que elas possam ser criadas por quem tem condições de dar-lhes uma vida confortável?
Infelizmente, a hipocrisia não é só do governo. É também de boa parte da imprensa e da população. As mulheres que passam anos fazendo tratamento para engravidar, gastando até dezenas de milhares de dólares, são consideradas, por boa parte das pessoas, heroínas. Tudo porque conseguiram gerar uma nova vida. Imagine o quanto seria útil se todo esse investimento fosse usado para educar crianças que já nasceram.
Depois de conversar com várias pessoas sobre esse tema, costumo ouvir os mesmos argumentos. O mais enfático deles é aquele que defende o desejo da mulher de gerar uma vida dentro de si. Não haveria nada, afinal, que substituísse o ato de sentir um novo ser crescendo dentro da barriga de uma mulher. Mas, ao seguir essa linha de raciocínio, o que a mulher busca, na verdade, é a auto-satisfação – e não seria exagero dizer que ela estaria mais preocupada em conquistar esse prazer do que pensando no bebê em si. Outra argumentação comum é a de que, ao adotar um bebê, não se tem a garantia de saber a origem da criança. Essa desconfiança parte da tese, sem fundamento, de que o filho de um criminoso pode se tornar um criminoso, mesmo que cresça cercado de carinho. Pelo que eu sei, os genes não garantem que alguém será um mau-caráter ou um cidadão exemplar. Até porque criminosos como Hitler e o “Unabomber” eram filhos legítimos de famílias consideradas normais.
Se a genética e o desejo de engravidar não justificam o repúdio contra a adoção, é possível concluir que o que as futuras mães querem é a garantia de que seus filhos terão um tom de pele próximo do delas. O desejo de engravidar a qualquer custo também tem seu lado racista. Até mesmo porque boa parte das crianças abandonadas que poderiam ser adotadas no Brasil são negras.
Num planeta cada vez mais desigual, uma mulher que investe em tratamentos para gravidez é, de certa forma, uma egoísta – assim como um casal que tem cinco ou seis filhos. Não têm qualquer preocupação com o futuro do bebê nem com o futuro do planeta. Essa mulher quer apenas provar para ela e para a sociedade que é capaz de cumprir uma falsa obrigação moral: engravidar num mundo cada vez mais cheio de gente.
* Karen Gimenez é jornalista
segunda-feira, 7 de março de 2011
Comprar tirar comprar
Comprar, tirar, comprar from Dinero Libre on Vimeo.
Assisti esse filme através do site http://www.ideafixa.com/ e achei interessante divulgá-lo por aqui. Na minha cabeça fez um link com o que escrevi no post de 08 de Dezembro de 2010 http://tiruzine.blogspot.com/2010/12/sobre-marca-de-produtos-e-lixo.html
O filme discute como os produtos são feitos para terem um tempo de uso determinado em sua própria criação.
Assinar:
Postagens (Atom)

