sábado, 15 de julho de 2023

SUCULENTAS - 01 - Sedum adolphii

FAMÍLIA: Crassulaceae

ORIGEM: México

Esta é uma planta suculenta que foi uma das primeiras do tipo que conheci. Talvez porque é muito fácil encontrá-la para venda e de fácil trato, desde que em ambiente favorável. Ela gosta de sol ou bastante luminosidade e um solo de fácil drenagem. Como a grande maioria das suculentas, pode-se ter grandes intervalos de rega. O ideal na hora de regar, é colocar água até o substrato ficar bem molhado e fazer a próxima rega quando o substrato secar.

É uma planta que conforme seu desenvolvimento, torna-se uma planta pendente (ideal para vasos que ficarão pendurados), mas que é possível cultivá-la em vasos comuns. Também propaga-se facilmente através de sua folha. Ainda não entendi como e quando ocorre sua floração, mas aqui ocorreu a floração e aproveitei para tirar a foto abaixo.

Exemplo da floração do Sedum adolphii.
Um buquê de flores predominantemente brancas.
19/10/2022 Foto por Tiru.


terça-feira, 18 de outubro de 2022

Sobre a terra para cultivo de plantas

 Aqui eu mostro nas fotos, a diferença entre uma terra pouco produtiva, desgastada, e uma terra boa para plantar, através da identificação visual. É possível perceber olhando quando uma terra precisa de cuidados e quando ela está boa para plantar. A primeira foto percebe-se um ¨embranquecimento¨ de algumas partes com a coloração da terra no geral ficando mais clara, mostrando também que esta terra está com poucos nutrientes e que também retém por menos tempo a umidade. Por essas características, nota-se ausência de vida, pois a terra também precisa de organismos vivos para nutrir uma planta. Já na segunda foto, a situação é oposta, com a cor da terra mais escura notando-se umidade natural (não reguei antes de fazer a foto) devido à matéria orgânica recém decomposta e com bastante nutrientes. Este ambiente é propício aos microorganismos e minhocas que ajudam a levar os nutrientes do solo às plantas.


Foto 01. Terra desgastada e pouco fértil.



     Foto 02. Terra ¨nova¨ bastante fértil.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Sobre pratinhos de vaso e campanha contra a Dengue

Atualmente como estamos na primavera e nos aproximando do verão, período com maior precipitação de chuvas aqui em São Paulo, a prefeitura fez uma campanha publicitária para que a população evite o acúmulo de água parada para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, inseto que pode carregar o vírus que causa a doença Dengue. Até aí tudo bem. 
Mas uma frase na propaganda me fez questionar: Tire os pratinhos dos vasos.

Isso é muito relativo e explicarei o porquê.

Quem gosta e entende um pouco de plantas, sabe que a absorção de água é diferente nas diversas espécies. Em minhas observações, reparei que cactos e suculentas recebem melhor a água por baixo, pelo pratinho e água será absorvida por tensão superficial pela terra e pelas raízes. Colocando a quantidade adequada (o suficiente para umedecer o substrato), não restará água no pratinho.

O pratinho também serve para evitar o desperdício da terra se esvair junto com o excesso de água, mantendo o local mais limpo. Logo seu uso dependerá de algumas condições. Em minha experiência, faço uma análise e deixo alguns vasos com o pratinho e outros deixo sem, por exemplo se estão em um quintal ou varanda (ambientes externos).

Após o depósito dos ovos do mosquito na água, leva em média dez dias para o surgimento de um novo mosquito. O que deveria ser enfatizado é esta informação, para que não se permita o acumulo de água por mais de uma semana. Quem cultiva e entende um pouco de plantas sabe que deixar água acumulada não é bom para as raízes pois podem apodrecer.

A prefeitura poderia começar fiscalizando seus próprios imóveis e terrenos baldios, muito mais propícios no desenvolvimento do mosquito do que a residência dos cidadãos. Os cidadãos precisam mesmo ser instruídos, mas acho que a frase questionada é incorreta.

É somente uma priorização de investimentos, mais eficaz investir nisso do que em propagandas com erros de informação. Sem contar com o investimento em pessoas que visitam as residências e pulverizam inseticida que pode afetar não somente os mosquitos como todos os seres do local.

Novamente, como sempre, é o cidadão comum que é responsabilizado pela doença.

E em relação a este assunto, uma coisa que pensei agora, uma dúvida, pois as bromélias costumam acumular água em suas folhas. Por este pensamento elas serão proibidas e extinguidas?

É preciso ter cuidados com as informações.


 Coloquei água no recipiente 
abaixo do vaso deste cacto. 
Foto: Tiru

Após alguns minutos 
a água já tinha sido absorvida.
Foto: Tiru

Outra característica importante no uso de "pratinhos" que notei recentemente e por isso edito e atualizo este post (atualização dia 14/03/2020) é em relação a presença de formigas, os "pratinhos" são importantes para que não ocorra o que apresento na foto a seguir. As formigas retiram a terra e formam caminhos.

 Nesta foto, percebe-se o acúmulo de terra 
embaixo do vaso produzido por formigas. 
Foto: Tiru

 Nesta foto mostro que quando utilizamos pratinhos,
o acúmulo de terra não acontece.
Foto: Tiru

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

ARBUSTO (?)* - Erva de passarinho


 A Erva de passarinho 
na copa de uma Falsa Amora. 
Foto: Tiru
 É mais fácil perceber 
na época que caem 
as folhas. Foto: Tiru 
 Detalhe. Foto: Tiru
Aqui mostra como a planta 
se "incorpora" a outra. Foto: Tiru
Folhas secas para o chá. Foto: Tiru


NOME CIENTÍFICO: Structhanthus (?) flexicaulis ou polyrhizus

NOME POPULAR: Erva de passarinho, Passarinheiro, Visco ou Visgo.

FAMILIA: Loranthaceae

FLORAÇÃO, COR E ÉPOCA: Varia entre espécies, mas pelo que percebi ocorre principalmente de Janeiro a Setembro.

FOLHAS: Folhas carnosas, opostas, frequentemente subopostas, elípticas, oblongas ou obovadas.

HÁBITO: Sombra de árvores, Sol pleno.

TAMANHO ALTURA: --

CICLO DE VIDA: Como uma planta hemiparasita, sua vida dependerá da vida da planta hospedeira e isso pode variar de acordo com o tipo de planta.

MULTIPLICAÇÃO: Sementes depositadas nos troncos por fezes de aves.

ORIGEM: América do Sul.

OBSERVAÇÕES:

Comecei a pesquisar sobre esta planta assistindo um vídeo no Youtube, sobre o chá feito com as folhas e com informações para seus benefícios medicinais. Avançando minha pesquisa encontrei a erva de passarinho em uma arvore e até o momento penso que encontrei uma Struthanthus polyhizus, mas antes considerava ser Struthanthus flexicaulis, por isso deixei a dúvida na descrição. Por isso também devemos nos certificar que estamos utilizando a planta correta pesquisando bastante. É difícil em um primeiro olhar o reconhecimento.

Segundo a Wikipedia, é uma planta arbustiva hemiparasita das famílias Loranthaceae e Santalaceae. Hemiparasita significa que a planta faz fotossíntese mas necessita parcialmente da absorção de nutrientes através da planta hospedeira, que geralmente são árvores e arbustos de grande porte.

Segundo o site Jardineiro.net O nome popular se deve ao fato de que sua dispersão se dá por passarinhos, que ingerem os frutos das plantas e defecam ou regurgitam as sementes sobre as árvores hospedeiras. Logo que germinam, as sementes emitem um tipo especial de raiz, chamada haustorium, uma estrutura capaz de invadir os tecidos vasculares de outras espécies de plantas e sugar seiva bruta e elaborada.

Por uma pesquisa rápida aqui na Internet, tomei conhecimento de seu poder medicinal. É uma planta indicada para tratamentos de doenças respiratórias como bronquite, pneumonia e tuberculose. Também indicada para dores no útero e hemorragias. O canal do Youtube Amazon Sat, mostrou que ela tem poder cicatrizante e estudos em relação à cura do câncer.

Uma curiosidade que eu achei interessante, é que dizem que os druidas utilizavam esta planta e que o personagem Panoramix, dos quadrinhos Asterix a colocava na poção mágica.

Os índios Tupi-Guarani a chamavam de Guirarepoti que significa fezes de ave.

Quero salientar que continuo a pesquisa para saber sua real eficácia. Portanto não estou recomendando o uso de nenhuma planta ao leitor, apenas trazendo as informações de pesquisa. Informe-se e consulte um médico.



Fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Erva-de-passarinho

https://www.jardineiro.net/plantas/erva-de-passarinho-struthanthus-flexicaulis.html

https://flores.culturamix.com/informacoes/erva-de-passarinho-parasita-e-cura-de-doencas

https://www.trocandofraldas.com.br/cha-de-erva-de-passarinho/

http://www.revistahcsm.coc.fiocruz.br/erva-de-passarinho-planta-parasita-e-promissora-contra-tuberculose/

https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/28894/T%20-%20EMILIO%20ROTTA.pdf?sequence=1&isAllowed=y

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-78602014000400008



vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=jo9ziCdGhSE

https://www.youtube.com/watch?v=fcszcGiJNJA

https://www.youtube.com/watch?v=jsWF__tDXwc











terça-feira, 19 de março de 2019

04- A mesma ideia sobre composto orgânico poderia ser feita em relação à água


Essa minha ideia de levar matéria orgânica para as regiões secas no nordeste, me levou a pensar no mesmo conceito em relação a água. Pensei inicialmente não para levar ao nordeste, mas pensei no caso daqui de São Paulo. Como disse, estamos no período de chuvas e tem chovido bastante aqui.
Poderíamos planejar um jeito de captar esse grande volume de água e transportá-lo para o sistema Cantareira que é o principal sistema de abastecimento da cidade. Ele tem operado com menos da metade de sua capacidade. E alguns anos atrás (se não me engano em 2015) estava em níveis muito baixos operando com sua reserva técnica.
O pensamento reside em planejar um sistema para equilibrar a natureza, pois há lugares que chovem muito e outros que chovem pouco. É outra ideia que não acho impossível mas não sei por que não executamos.
Há uma quantidade de resíduos de poluição na água da chuva, mas é uma quantidade menor do que quando esta água encontra-se com o sistema de esgoto. Há um custo operacional para esta ação mas que poderia ser absorvido pelos governos. Utilizamos dinheiro público para o entretenimento, por que não podemos utiliza-lo para as nossas necessidades básicas?
Faço uma analogia com as formigas, elas trabalham no verão colhendo alimentos para utilizarem durante o inverno. Deveríamos fazer o mesmo com a água.
Escrevi este texto dia 07/03/2019 mas este domingo (10/03/2019) que passou choveu a noite inteira e alagou locais como o bairro do Cambuci aqui na capital e a Região do grande ABC. Preciso verificar mas ocorreram mortes e muitos transtornos para quem habita essas regiões.

P.s.: Uma curiosidade, hoje, 19/03/2019, o sistema cantareira está operando com 51,4% de seu volume.

Fonte:

O mendigo


Certa vez, um mendigo perambulando pela cidade avistou um amontoado de sacos de lixo e resolveu mexer neles para ver se encontrava algo que pudesse lhe ser útil. Em um dos sacos encontrou roupas velhas e pegou algumas que eram do seu tamanho. As roupas estavam velhas mas em boas condições de uso.
Uma peça em especial ele gostou bastante, era uma camiseta com uma estampa que achou bonita.
No dia seguinte, o homem estava andando pelo centro, quando um grupo de pessoas o parou e começou a gritar e a bater nele. Eles gritavam: "Seu nazista! Canalha!" E continuavam a linchá-lo. Quando o mendigo estava quase desmaiando, o grupo foi embora deixando-o agonizando. Um transeunte que passou em seguida parou para acudi-lo.
O mendigo gemendo e em suas últimas palavras, perguntou ao transeunte:
- O que é nazista?
O transeunte explicou o que era e ao final complementou:
- Esta estampa que está na sua camiseta é uma suástica, o símbolo do nazismo.
O mendigo falou:
- Não sabia...
E essas foram as últimas palavras dele.

segunda-feira, 4 de março de 2019

03- Quedas de árvores, análise da matéria de jornal: Caídas após chuvas, árvores viram adubo em São Paulo



Na sexta-feira, dia 01 de Março de 2019, o jornal Folha de S. Paulo publicou uma matéria, do jornalista Dhiego Maia, onde há a seguinte manchete: CAÍDAS APÓS CHUVAS, ÁRVORES VIRAM ADUBO EM SÃO PAULO.
Mais uma coincidência referente ao assunto que estou abordando. Esses dias têm chovido bastante em São Paulo e muitas árvores estão caindo, causando bastante transtorno na cidade. A matéria informa que ao menos 660 árvores foram derrubadas na semana que passou na cidade, segundo dados do corpo de bombeiros.
É evidente a falta de manutenção com a vegetação e também a falta de nutrientes no solo. Mas o foco deste texto está na informação que relaciona-se à minha ideia de transportar matéria orgânica aos locais de seca no nordeste brasileiro.
A matéria informa que estas árvores são cortadas e depositadas em locais de compostagem, o que é uma ótima notícia. São cinco endereços na capital. O que me chamou atenção é que uma parte é destinada aos aterros sanitários e esta parte poderia ser transportada para o nordeste. Não acho impossível, só penso que não há vontade política para isso. Poderíamos criar uma lei que abrangesse esse assunto. Pois é um material que reaproveitado, não ocuparia volume nos aterros e não seria contaminado por outros resíduos tornando-se inútil.
A matéria nos induz a acreditar que as árvores estão caindo porque estão velhas, mas eu não concordo com isso. Muitas devem sim estar caindo por este fato, mas penso que a maioria está caindo devido ao desequilíbrio ambiental gerado pela construção de uma cidade sem planejamento adequado. Uma coisa em que a matéria acerta é quando o especialista citado diz que as árvores estão plantadas em locais errados. Ou pode-se também dizer que o desenvolvimento da cidade entorno da árvore foi equivocado e que também há erro de especificação de espécies. Nesse caso lembro-me de certa vez ter passado por uma rua de paralelepípedo estreita de bairro, onde a calçada também é estreita e ver uma muda de Araucária plantada em um canteiro. Eu fiquei pensando que quem plantou não tem a menor ideia do porte desta arvore. Mas depois eu passei outro dia e já não havia mais essa muda no local e pensei: ainda bem.
Depois que comecei a estudar sobre vegetação, penso que a opinião pública não entende nada sobre o assunto, porque o ser humano aprendeu a olhar a natureza de forma separada, mas somos um organismo simbiótico. A opinião pública é formada pelo senso comum e o que aparece nas grandes mídias, onde as informações são geralmente simplórias e superficiais.
As árvores não estão caindo somente por sua idade, como um processo natural, mas por sua má formação, solo sem nutriente em grande parte impermeabilizado. O solo é um organismo vivo, precisa respirar, precisa de oxigênio. Outro fator são as água poluídas, destinação de esgoto ineficaz.
Citarei um exemplo de manutenção insatisfatória na cidade. Durante os períodos com menos chuvas, mais secos, você não vê um programa da prefeitura para irrigação das árvores. Outro problema que vejo é que há somente dois agentes permitidos a executarem podas, a prefeitura e a companhia de energia elétrica. Uma fica empurrando a outra a responsabilidade da ação. Como naquela velha história que diz que quando um cachorro tem muitos donos, acaba morrendo de fome, porque um dono acha que o outro já deu comida e vice-versa e acaba que nenhum dá. Uns anos atrás fiz uma solicitação de poda de uma árvore que fica dentro do quintal mas até hoje nunca fomos atendidos.
Estes temas serão abordados posteriormente, pois o foco aqui está em uma ação anterior como a compostagem. Eu acredito que quando entendemos o processo, nossa visão muda e o nosso comportamento é alterado como consequência. Aconteceu comigo e espero que aconteça com todos, pois veremos que todas essas ações respectivas da prefeitura e dos governos não são inteligentes causando transtornos que poderiam ser evitados.

link para matéria:

(não encontrei no própio site do jornal)