terça-feira, 19 de março de 2019
O mendigo
Certa vez, um mendigo perambulando pela cidade avistou um amontoado de sacos de lixo e resolveu mexer neles para ver se encontrava algo que pudesse lhe ser útil. Em um dos sacos encontrou roupas velhas e pegou algumas que eram do seu tamanho. As roupas estavam velhas mas em boas condições de uso.
Uma peça em especial ele gostou bastante, era uma camiseta com uma estampa que achou bonita.
No dia seguinte, o homem estava andando pelo centro, quando um grupo de pessoas o parou e começou a gritar e a bater nele. Eles gritavam: "Seu nazista! Canalha!" E continuavam a linchá-lo. Quando o mendigo estava quase desmaiando, o grupo foi embora deixando-o agonizando. Um transeunte que passou em seguida parou para acudi-lo.
O mendigo gemendo e em suas últimas palavras, perguntou ao transeunte:
- O que é nazista?
O transeunte explicou o que era e ao final complementou:
- Esta estampa que está na sua camiseta é uma suástica, o símbolo do nazismo.
O mendigo falou:
- Não sabia...
E essas foram as últimas palavras dele.
segunda-feira, 4 de março de 2019
03- Quedas de árvores, análise da matéria de jornal: Caídas após chuvas, árvores viram adubo em São Paulo
Na sexta-feira, dia 01 de Março de 2019, o jornal Folha de
S. Paulo publicou uma matéria, do jornalista Dhiego Maia, onde há a seguinte
manchete: CAÍDAS APÓS CHUVAS, ÁRVORES VIRAM ADUBO EM SÃO PAULO.
Mais uma coincidência referente ao assunto que estou
abordando. Esses dias têm chovido bastante em São Paulo e muitas árvores estão
caindo, causando bastante transtorno na cidade. A matéria informa que ao menos
660 árvores foram derrubadas na semana que passou na cidade, segundo dados do
corpo de bombeiros.
É evidente a falta de manutenção com a vegetação e também a
falta de nutrientes no solo. Mas o foco deste texto está na informação que
relaciona-se à minha ideia de transportar matéria orgânica aos locais de seca
no nordeste brasileiro.
A matéria informa que estas árvores são cortadas e
depositadas em locais de compostagem, o que é uma ótima notícia. São cinco
endereços na capital. O que me chamou atenção é que uma parte é destinada aos
aterros sanitários e esta parte poderia
ser transportada para o nordeste. Não acho impossível, só penso que não há
vontade política para isso. Poderíamos criar uma lei que abrangesse esse
assunto. Pois é um material que reaproveitado, não ocuparia volume nos aterros
e não seria contaminado por outros resíduos tornando-se inútil.
A matéria nos induz a acreditar que as árvores estão caindo
porque estão velhas, mas eu não concordo com isso. Muitas devem sim estar
caindo por este fato, mas penso que a maioria está caindo devido ao desequilíbrio
ambiental gerado pela construção de uma cidade sem planejamento adequado. Uma
coisa em que a matéria acerta é quando o especialista citado diz que as árvores
estão plantadas em locais errados. Ou pode-se também dizer que o
desenvolvimento da cidade entorno da árvore foi equivocado e que também há erro
de especificação de espécies. Nesse caso lembro-me de certa vez ter passado por
uma rua de paralelepípedo estreita de bairro, onde a calçada também é estreita
e ver uma muda de Araucária plantada em um canteiro. Eu fiquei pensando que
quem plantou não tem a menor ideia do porte desta arvore. Mas depois eu passei
outro dia e já não havia mais essa muda no local e pensei: ainda bem.
Depois que comecei a estudar sobre vegetação, penso que a
opinião pública não entende nada sobre o assunto, porque o ser humano aprendeu
a olhar a natureza de forma separada, mas somos um organismo simbiótico. A
opinião pública é formada pelo senso comum e o que aparece nas grandes mídias, onde
as informações são geralmente simplórias e superficiais.
As árvores não estão caindo somente por sua idade, como um
processo natural, mas por sua má formação, solo sem nutriente em grande parte
impermeabilizado. O solo é um organismo vivo, precisa respirar, precisa de
oxigênio. Outro fator são as água poluídas, destinação de esgoto ineficaz.
Citarei um exemplo de manutenção insatisfatória na cidade.
Durante os períodos com menos chuvas, mais secos, você não vê um programa da
prefeitura para irrigação das árvores. Outro problema que vejo é que há somente
dois agentes permitidos a executarem podas, a prefeitura e a companhia de
energia elétrica. Uma fica empurrando a outra a responsabilidade da ação. Como
naquela velha história que diz que quando um cachorro tem muitos donos, acaba
morrendo de fome, porque um dono acha que o outro já deu comida e vice-versa e
acaba que nenhum dá. Uns anos atrás fiz uma solicitação de poda de uma árvore
que fica dentro do quintal mas até hoje nunca fomos atendidos.
Estes temas serão abordados posteriormente, pois o foco aqui
está em uma ação anterior como a compostagem. Eu acredito que quando entendemos
o processo, nossa visão muda e o nosso comportamento é alterado como consequência.
Aconteceu comigo e espero que aconteça com todos, pois veremos que todas essas
ações respectivas da prefeitura e dos governos não são inteligentes causando
transtornos que poderiam ser evitados.
link para matéria:
(não encontrei no própio site do jornal)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
02- Continuação: Agricultura sintrópica de Ernst Götsch
Hoje é um dia que não para de chover em São Paulo e continuo
meus estudos sobre a postagem anterior, mesmo ficando a maior parte da tarde
sem sinal de internet.
Me surpreendo com a sincronicidade. Disse anteriormente que
era uma ideia minha mas me engano (e sabia disso por ser óbvio). Hoje buscando
informações sobre o assunto, achei uma revista Globo Rural, numero 370 de
Agosto de 2016 e a matéria de capa é sobre a agricultura sintrópica de Ernst
Götsch.
Ele é um cientista suíço que mostra como é possível recuperar
solos degradados e produzir alimentos em sistemas agroflorestais. Fiquei
surpreendido com a informação que esse foi o tema de uma novela chamada Velho
Chico, da Rede Globo. Ou seja, o assunto deve ter atingido muitas pessoas.
Não vou me exceder aqui pois as informações estão na matéria
que estão no link. Mas constatei que as ideias de Ernst são as mesmas que eu
pensei. Segundo seu conceito, Götsch diz que a sintropia recupera qualquer
área, em qualquer bioma. A lógica é utilizar a própria vegetação para iniciar o
processo. Acho que uma única diferença mas que não se opõem e sim se complementam
entre seu conceito e minha ideia, é que no caso da região seca do Nordeste, é
necessário agregar ações também artificiais para acelerar o processo e criar
estrutura para atender necessidades dos seres humanos locais. Logo não somente
plantas locais seriam utilizadas, mas precisando também da infraestrutura de
cisternas e matéria orgânica de outros locais (ações artificiais para
otimização do trabalho).
“A vegetação rebrota
em qualquer arranjo feito entre o componente florestal e o agrícola, trazendo
abundancia, vida e água de volta.” Ernst Götsch
Matéria da Revista Globo Rural:
Site de Ernst Götsch:
palestra:
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
01- Uma ideia, propósito e projeto do Espaço Cinestésico para região seca no Nordeste
Uma ideia
Tive uma ideia e não sei como colocá-la em prática, mas
resolvi registrar aqui para começar seu desenvolvimento. Não sei se já teve
alguém com a mesma ideia, mas irei procurar e todos que leem este texto também
podem ajudar.
Imagino que se há locais na Terra que são secos devem ter
alguma razão para existir e devemos mantê-lo assim, mas por exemplo há uma
região de seca em parte do Nordeste do Brasil e há pessoas que lá habitam. E é
para esses casos que tenho uma ideia de um projeto para resolver tal situação.
Como já disse é uma ideia e ainda não sei qual o real impacto ambiental disso
mas se já alteramos nosso meio com cidades creio ser este um impacto menor.
A ideia consiste em retirar matéria orgânica (como folhas e
lixo orgânico seletivo) de uma região farta deste tipo de material e levá-lo
para essas regiões secas onde residem pessoas. Porque este material contém
grande quantidade de água.
Essa ideia me ocorreu observando minha composteira. Para
quem não sabe, composteiras são locais de depósito de matéria orgânica para
decomposição e reuso como adubo vegetal. Este processo pode ser feito com ajuda
de minhocas ou não. Sem elas o processo é mais lento mas também é possível
obter o que chamamos de húmus vegetal. Todos os nutrientes deste material são
reaproveitados pelo solo. É uma boa solução para redução do volume de lixo dos
aterros reaproveitando-o de maneira inteligente.
Estava observando minha compostagem com somente folhas. Vou
recolhendo as folhas que caem das árvores no quintal e colocando em um balde
que fica fechado. Quando há sol, abro este balde debaixo do sol para acelerar o
processo de decomposição. Certo dia joguei o conteúdo no chão para jogá-lo na
minha composteira com minhocas e o material que estava por baixo já estava semidecomposto,
bem úmido e com um cheiro agradável de terra molhada como das florestas
tropicais úmidas. Nesse momento tive essa ideia: por que não há um trabalho que
leve este material para os solos secos, onde haveria a nutrição deste solo e
talvez levando umidade, pudesse aumentar os períodos de chuva no local. Pensei
assim: se isso ocorre na escala residencial, por que não executar em uma escala
maior como em um país? Não sei se é loucura, mas resolvi colocar a ideia no
papel para que possa pedir ajuda de vocês.
Imaginei que com o desenvolvimento e passar do tempo, a
solução se auto geraria pois com o solo fértil se desenvolveria vegetação que
traria o ciclo de água para o local. E não é somente uma solução para essas
regiões secas mas uma solução global porque incide em várias questões como
redução de lixo e nutrição do solo portanto, em cidades já desenvolvidas
possivelmente com solos mais nutrido haveria menos quedas de arvores por
exemplo.
Claro que esta também não é uma ação única, já que também é
preciso outros planejamentos como criação de cisternas e locais de deposito,
bem como desenvolvimento de transporte para este material. Mas com boa vontade
e paciência prevejo sim ser uma solução possível. Cito paciência porque é um
processo lento e só obteria resultado satisfatório com o decorrer do tempo.
Considero esta ser uma intervenção positiva do ser humano ao
ambiente e um modo de olhar não somente para a ação destrutiva como fazemos
intensamente. Dependendo de como o ser humano age, podemos desenvolver ações
harmônicas com a natureza, afinal somos uma coisa só. Se pensarmos somente na
extração de recursos e não como devolve-los nossa espécie será extinta.
Vejo que estas coisas não são feitas muito mais por
desinteresse político e econômico como também por preguiça e a não vontade de mudar.
Políticas de levar caminhão-pipa para os moradores dessa região já acontecem,
então por que não tentar minha ideia em paralelo?
Não sei quanto custaria mas poderíamos fazer de forma
gradual para conseguirmos avaliar estes parâmetros. Poderíamos começar com
resíduos das cidades mais próximas e irmos aumentando a escala caso as ações
obtenham resultados. Moro em São Paulo e fico pensando o quanto desperdiçamos
estes resíduos. Para ações deste tipo precisamos da atuação do governo porque
são ações que não visam lucro, mas que podem também ser lucrativas. Também
porque precisamos da infraestrutura como transporte e locais de armazenagem.
Como já citado melhoraria a destinação dos resíduos orgânicos diminuindo a
quantidade de lixo. Por isso o conhecimento botânico é tão importante e é
preciso incorporá-lo em nosso dia-a-dia. Ele também faz parte de nossa
educação. Acho que é um projeto grande e ambicioso, que geraria bastante
emprego. Ele atua também para nosso bem-estar e saúde. Pensem nisso e me ajudem!
Este líquido é o Chorume,
resultado da decomposição
da matéria orgânica.
Utilizado como biofertilizante.
Este é o resultado de aproximadamente
um mês de compostagem, uma garrafa de 7 Litros.
Foto: Tiru
Fontes de pesquisa (serão atualizadas conforme desenvolvimento do projeto):
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Análise sobre o debate entre Edgard Piccoli e Caio Coppolla
Ouço conservadores relacionando Satanismo à ideologia
progressista e ouço progressistas difamando o Cristianismo. Respeito os
pensamentos, mas acho que é mais complexo que isso. A disseminação de ideias
que relacionam coisas faz com que esta seja a realidade, mas não precisa ser
necessariamente. Como as próprias religiões mostraram, há diversos pontos de
vista sobre nossa existência e costumes. Existe também pessoas como eu que não
são conservadoras e nem progressistas, mas que tentam entender os
posicionamentos, tendo um olhar crítico tanto em pontos negativos como em
positivos.
Faço a reflexão através da análise do programa de rádio Morning Show do dia 25 de Janeiro de
2019. Um programa transmitido pela rádio Jovem Pan, pelo rádio e por seu canal
no Youtube. É um programa que aborda assuntos diversos e associo com o formato
em áudio de uma revista. Há um condutor do programa que apresenta assuntos e
notícias e pessoas ao seu redor para fazer comentários. Neste dia ocorreu uma
discussão entre o condutor, Edgard Piccoli, e um dos comentaristas, Caio Coppolla.
Edgard, como mediador do programa, tenta não demonstrar seu
viés ideológico, mas é possível perceber sua simpatia pelo pensamento
progressista. Já Caio é um conservador declarado. Esse embate ideológico vem
crescendo desde as manifestações de junho de 2013 e também com a eleição
presidencial de 2018. Por isso, o debate entre os dois gerou bastante
repercussão na Internet.
Tentarei não entrar no mérito das ideias que estavam sendo
discutidas (deixarei o vídeo aqui para quem quiser conferir). Vou descrever o
que senti.
O condutor do programa se sentiu extremamente desconfortável
com o que ouviu do comentarista. Por consequência sua reação foi desrespeitosa
com ele, interrompendo-o continuamente sem que pudesse concluir seu raciocínio.
Observei um embate emocional por parte do condutor e um embate racional por
parte do comentarista. E era neste ponto que queria chegar. Penso que o
condutor, ao ouvir as críticas ao progressismo, criou uma interpretação
própria, talvez de que todas as pessoas progressistas são más e satanistas.
Interpretou de forma emocional/pessoal e logo soou como uma ofensa. Mas a crítica
do comentarista reside na ideia e não na pessoa. É preciso entender que é
sobretudo um embate de ideias e pontos de vista e na verdade, é bom ouvir
ideias contrarias às suas. Elas que fazem questionar.
Outra reação foi evocar a ajuda dos comentários dos outros
participantes, que estavam de acordo com suas próprias convicções. Uma reação
covarde. Citações como: “ele tem muito a falar, ele está à flor da pele”,
invertem as sensações reforçando o lado emocional e não o racional. É um
diálogo que não prospera porque a dimensão individual não é a mesma da coletiva,
que abrange o campo das ideias. Tento ouvir de fora porque não vejo
concordância total com o que eu penso. Concordo e discordo em pontos sobre
todas as correntes. Por isso não quero expor as ideias mas explorar o comportamento
humano sobre elas. O debate caminhou para o lado pessoal, como o argumento de
que o comentarista era o participante que mais falava durante os programas.
Considerei um desrespeito também ao ouvinte. É isso que as pessoas em sua
“surdez” não conseguem perceber. Porém, infelizmente, é o que dá audiência.
Quando uma pessoa entende o controle do ego, consegue
perceber o que descrevi. Por mais que Edgard não concordasse, ele deveria
escutar e após se colocar, sem julgamento ao Caio, mas ao que ele estava dizendo,
ou seja sua ideia. Digo do controle do ego, porque a base de justificação dos
argumentos é praticamente a mesma de ambos os lados, tende ao apelo emocional e
realmente torna-se apenas uma disputa narrativa.
Link para o vídeo no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=x0Uk713zHjM
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Arquivo referência
Com o incêndio o ocorrido no Museu Nacional, fiquei pensando em como guardar um pouco de nossa memória e colocarei aqui imagens que considero interessantes. Aqui extrai de uma publicação da revista Veja sobre os 450 anos do Rio de Janeiro. É uma imagem do arquivo geral da cidade do Rio de Janeiro sobre a construção do Cristo Redentor.
Imagem da construção do Cristo Redentor.
Fonte: Arquivo geral da cidade do Rio de Janeiro
Reflexão sobre o incêndio no Museu Nacional
Domingo, dia 02 de Setembro de 2018, ocorreu um incêndio no
Museu Nacional, situado na Quinta da Boa Vista, zona norte do estado do Rio de
Janeiro. Mesmo sem tê-lo visitado senti uma perda enorme. Só ultimamente que
surgiu em mim um interesse pela nossa história. Gostaria de ter conhecido seu
acervo, ainda mais depois de saber pelo noticiário o que estava guardado lá.
Por exemplo, havia peças do antigo Egito, havia um catalogo de cinco milhões de
espécies de insetos. O fóssil humano mais antigo das Américas, chamado de
Luzia, de cerca de onze mil anos atrás, também estava no museu. Uma coleção de
mineralogia iniciada pela Imperatriz Leopoldina, que fora casada com Dom Pedro
I, também estava lá. Além de fosseis de dinossauro e arquivos botânicos, o
museu abrigava cerca de vinte milhões de peças cientificas e históricas,
demonstrando que não há valor financeiro que recupere o que se perdeu.
A edificação completou este ano duzentos anos de existência,
para não dizer “vida”. Não sei se isso é importante para as pessoas, não sei se
as novas gerações sentirão falta disso, mas mesmo não sabendo, considero
importante preservar registros culturais do passado como um exercício, para o
coletivo, de autoconhecimento. Às vezes surge o interesse de forma espontânea
como aconteceu comigo, percebi que o conhecimento é uno e todas as informações
que recebemos estão interligadas e por isso exalto a perda de grande valor
cultural para o país e para o mundo. Penso que só não necessitaríamos deste
material se tivéssemos atingido um nível de consciência que abrangesse todo
este conhecimento e que não tivéssemos mais problemas e conflitos sociais.
Todos nós, Estado e sociedade, precisamos assumir mais a
responsabilidade para a preservação de nossa história. Para que possamos
aprender com as experiências anteriores. Tanto se fala em nosso déficit educacional
na área de formação dos indivíduos, mas precisamos dar atenção também em como
tratamos nossa cultura. Precisamos mudar nossa forma de pensar, para que a
sociedade se interesse mais por museus não deixando-os em completo abandono e
um fardo governamental. Insisto que é um modo de pensar pois não somente os
bens culturais tombados são tratados desta maneira, mas é incrível como bairros
perdem sua história com os novos empreendimentos e a partir disto perdemos
nosso contexto em relação ao lugar, não dando mais a devida importância para
algo que não é material que é nossa história.
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